terça-feira, 3 de julho de 2012
Só quando compartilhada
E pra que negar que o hoje existe
Se o ontem já esteve, e o amanha é certo que virá?
Nada do sentimento que corrói deve permanecer
O tempo é incorruptível, seu trabalho inigualável
O desespero de preencher esse buraco no peito
Cega minhas pulsões mais sinceras
E os nebulosos caminhos rasgam as memórias....
Mas não as sensações.
O incomodo permanece na boca do estômago
O amargo beirando a realidade.
Tento focar no cotidiano, me rodear de gente comum...
O intuito, contudo, não resulta no esperado.
Fica tudo ali no meio
Olho para os lados confusa ou confusos?
Já não sei mais.
Ah... Felicidade sincera
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Reverbera Sentimento
E que das assas da mente abram-se mundos de imaginação.
Das cores dos olhos, cristais de angustia e felicidade
Dos cantos das bocas, compaixão
E da saudade no peito, serenidade
Da falta de ti, um alento qualquer,
Fuga irreal e fugas, encenação, mentira.
Uma desculpa qualquer.
Isso tudo para acelerar os dias,
Fazer correr as horas, o sol subir, a cor sumir.
Tecer marasmo de tempo, fazer o sofrimento fluir.
Fluir para além do peso de dentro, deixar expandir a caixa de ar
Fechar os olhos para as ondas, sentir as pancadas desde o imo
Carcaça vazia nada sabe,
Mas aquela que reverbera sentimento
Colore o branco e preto de fora.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O Turbilhão castanho dos olhos teus
Sinceros e ansiosos, mas quase infantis,
Me faz pensar...
Sinceros e ansiosos, mas quase infantis,
Me faz pensar...
Há algo em ti que me atrai
Meu ser exultante se magnetiza pelo teu
Meu sorriso é maior...
As possibilidades que joguei pela janela
Me atormentam agora. A combinação parece perfeita...
Ouço-o traçar rostos na escuridão e descrever olhos que já se perderam nos teus
Me pergunto se algum dia poderiam ter sido os meus...
Meu corpo junto ao teu, minha alegria o espelho da tua,
E lá em cima a lua, testemunha.
O brilho leitoso- lençol perfeito.
O perfume dos lírios no quarto,
A cortina diáfana na brisa fria da noite.
Teu cheiro em mim...
E pra sempre a memória
Das cálidas mãos que, sinceras, desenhavam padrões
Em meu imo, distorciam o presente, desimportavam o mundo.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Presente de Búzios
Em meio às ondas me perdi. Deixei aquele cansaço de vida lá, na água salgada. Boiei e sorri ao sol. Saudei as parcas nuvens brancas e senti a brisa soprar. A respiração acontecia no ritmo da maré, e aqui dentro, os músculos descontraiam. Tudo fluía. Dos olhos, voltava a ver o mundo.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
E nas encostas dos sonhos daqueles à deriva no mundo
Encontram-se, naufragados, resquícios de boa ventura,
Saudades de casa – da fase pueril.
Saudades de casa – da fase pueril.
O sorriso desavergonhado e os atos de semvergonhança
A boca lambuzada de doce, os dedos cheios de terra.
O mundo verde e colorido. O Arco íris e o pote de ouro no fim.
A boca lambuzada de doce, os dedos cheios de terra.
O mundo verde e colorido. O Arco íris e o pote de ouro no fim.
Caminho dos deuses, ligação espiritual;
Boa ventura tudo de novo.
Corações perdidos tem um ponto final,
Mas esse órgão que bombeia vida pelas correntes intrínsecas
É só vírgula e continuação.
Um dia chega ao fim.... Mas até lá:
Boa ventura tudo de novo.
Corações perdidos tem um ponto final,
Mas esse órgão que bombeia vida pelas correntes intrínsecas
É só vírgula e continuação.
Um dia chega ao fim.... Mas até lá:
Boa Venturança!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Precípuo
Fome de fé, alma inquieta.
Cansaço do mundo. Quebrar o relógio.
Contemplação, leitura, sorriso.
Espiritualidade.
Sensassão de mudo, guiar o olhar em direção ao cosmos.
Vida brilhante. Não pelos acontecimentos, conquistas.
Mas LUZ - simples luminosidade
Respiração profunda e o peso no peito se vai.
Necessidade de um local isolado. Estudo do Ser.
Ser EU. Tratado de mim mesma. Não...
Disso chega
Tratado do mundo, isso sim. É aqui que respiro.
A solução, agora, é lá fora.
Muito, muito longe daqui.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
E se naquilo tudo, na verdade, não tivesse nada?
Todos aqueles olhares congelados nas fotografias. Nada.
O brilho vazio, as caras mascaradas. Aquela gente que não dizia nada.
Nem aquele que você sentia, ou que te fazia sentir. Tanto faz.
As vezes me pego olhando pras paredes cheias desses momentos congelados.
E o que eles me dizem? São as pessoas que eu ainda queria próximas a mim? Talvez.
Quem sabe só mais presentes.
Ou são lembretes de que a vida, na verdade, não é tão triste e tão árdua.
Mas eu to cansada de tanta coisa. Mesmo depois de tantas mudanças.
Nem a arte, nem a suposta arte, melhor dizendo, me conforta mais.
Ou eu só estou ficando mais cética... As vezes é isso.
Ai, como eu quero entender o que é que ele me faz sentir. O que é isso tudo?
Sério que acabei de gastar uma fortuna com ele? Porque não tenho coragem de dizer o que ainda sinto?
E toda essa insegurança? Onde fica? Acumula aqui, e me entala o peito ?
Ah esses clichês. Cansei. Mas não consigo me desvencilhar.
Afinal a sociedade toda se constrói sobre eles, né?
Querer fugir disso tudo não adianta de nada.
Mas todos são tão felizes. Lá congelados, mas felizes.
Aqui, na minha parede. Engraçado que as vezes vejo uma menina que se parece comigo.
Mas nunca entendo os seus olhos. Vivo perguntando de quem são e o que querem significar.
Me dizem que significam algo para alguém, mas tem um outro alguém, que não esse, que significa algo para eles. Será? Não sei, talvez se perguntarmos à ela....
Todos aqueles olhares congelados nas fotografias. Nada.
O brilho vazio, as caras mascaradas. Aquela gente que não dizia nada.
Nem aquele que você sentia, ou que te fazia sentir. Tanto faz.
As vezes me pego olhando pras paredes cheias desses momentos congelados.
E o que eles me dizem? São as pessoas que eu ainda queria próximas a mim? Talvez.
Quem sabe só mais presentes.
Ou são lembretes de que a vida, na verdade, não é tão triste e tão árdua.
Mas eu to cansada de tanta coisa. Mesmo depois de tantas mudanças.
Nem a arte, nem a suposta arte, melhor dizendo, me conforta mais.
Ou eu só estou ficando mais cética... As vezes é isso.
Ai, como eu quero entender o que é que ele me faz sentir. O que é isso tudo?
Sério que acabei de gastar uma fortuna com ele? Porque não tenho coragem de dizer o que ainda sinto?
E toda essa insegurança? Onde fica? Acumula aqui, e me entala o peito ?
Ah esses clichês. Cansei. Mas não consigo me desvencilhar.
Afinal a sociedade toda se constrói sobre eles, né?
Querer fugir disso tudo não adianta de nada.
Mas todos são tão felizes. Lá congelados, mas felizes.
Aqui, na minha parede. Engraçado que as vezes vejo uma menina que se parece comigo.
Mas nunca entendo os seus olhos. Vivo perguntando de quem são e o que querem significar.
Me dizem que significam algo para alguém, mas tem um outro alguém, que não esse, que significa algo para eles. Será? Não sei, talvez se perguntarmos à ela....
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